Começou o chororô
‘Governo está sem recursos e com obras paradas’

Ilustração fotográfica de arquivo
Maria da Guia Dantas - Repórter
Ainda comemorando a vitória do último domingo que lhe renderá o posto de governadora do Rio Grande do Norte, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) já se mostra preocupada com a situação financeira e administrativa do Estado. Em entrevista ontem à TRIBUNA DO NORTE, no Aeroporto Augusto Severo, minutos antes de embarcar para Mossoró, onde comemoraria o resultado da eleição com os conterrâneos, Rosalba declarou ter informações de que o governo encontra-se carente de recursos e somando obras e programas paralisados. Além disso, enfatizou a democrata, há reclamações de fornecedores, como é o caso de muitos que atuam no Programa do Leite, de que há atraso no pagamento dos serviços. A governadora eleita foi categórica ao dizer que espera a normalização das atividades do Poder Executivo. “Mas se eu não receber a casa em ordem pode ficar certos de que toda dona de casa sabe arrumar a casa”, brincou.
A senadora Rosalba Ciarlini embarcou para Mossoró por volta das 17h30, menos de 24 horas após ter deixado as comemorações pela vitória no primeiro turno e que vararam a madrugada do domingo para a segunda-feira nas ruas da capital. A senadora deixou as ruas por volta das 4 horas da madrugada. Às 7h da manhã já estava dando entrevista para o jornal Bom Dia RN, da Intertv Cabugi. “Foi um dia corrido, mas valeu à pena”, ressaltou ela, ainda de camisa e batom Rosa, a cor de sua campanha.
Rosalba Ciarlini retorna ainda hoje à Natal e segue amanhã para a Alemanha, na cidade de Strasbourg, onde vive a filha mais velha. Ela vai visitar o neto de dois meses que ainda não conheceu. “Preciso descansar um pouco. Vou ver meu neto, mas logo estou de volta. Tem o segundo turno”, frisou. Rosalba não bradou aos quatro cantos, durante a campanha, a parceria com o tucano José Serra (PSDB) à presidência da República. “Eu nunca neguei que apoio Serra e o considero o mais experiente”, referenda.
Ela sinalizou que vai trabalhar para melhorar o desempenho da campanha do PSDB no Rio Grande do Norte. Mas disse que, independente de partido convocará toda a bancada na Assembleia Legislativa, Câmara e Senado “para somar no desenvolvimento do Estado”. “Vou convocar a todos. A bandeira agora é o Rio Grande do Norte. A campanha acabou”, concluiu a governadora eleita. Veja entrevista:
O que esperar do futuro governo do Rio Grande do Norte que a senhora conduzirá?
Eu vou trabalhar muito porque eu tenho meu compromisso com o Rio Grande do Norte de fazer acontecer. Vamos resgatar e reconstruir a credibilidade das ações públicas porque realmente a população está muito carente de saúde, educação e isso é fundamental. Nós não podemos continuar sendo semi-lanterninhas no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] da Educação. Isso é algo inaceitável. Nós vamos ter que fazer um esforço grande de união, de convocação de todas as forças políticas e da sociedade para que a gente faça um grande trabalho na educação. Além disso, a Segurança, que também é fundamental. Trabalhar para que o nosso estado possa se desenvolver também no interior através do pólo de desenvolvimento industrial, agropecuário, e do agronegócio. Eu estou com muita disposição, com muita vontade. Eu amo esse Estado e quero que ele seja grande. Não apenas no nome mas grande na cidadania, na justiça social, um norte para o desenvolvimento.
Qual a avaliação que a senhora faz do período de campanha eleitoral?
Foi uma campanha que marcou muito e de muita emoção porque era a força do povo se manifestando. Nós tivemos que enfrentar um governador, um ex-prefeito da capital, além dos outros candidatos de partidos menores, então isso fez com que fizéssemos uma campanha de propostas e ideias. Inclusive as provocações nós respondemos com propostas, as agressões com ideias, de forma que em nenhum momento nós saímos para o campo da baixaria. Do início ao fim ficamos discutindo as questões que atingem a população. O meu plano de governo eu fiz ouvindo o povo e vou continuar assim para que possamos a cada dia lapidá-la ainda melhor e fazer a vontade do povo.
O que a senhora está programando para o intervalo do tempo entre a sua vitória e quando for assumir o governo em janeiro próximo?
Em primeiro lugar vou descansar um pouco. Na quarta-feira (amanhã) eu já estou viajando para a Alemanha, para visitar minha filha e conhecer meu novo neto que nasceu no dia 2 de agosto e eu ainda não conheço. Depois retorno para o Estado, já que tem o segundo turno da campanha, e aí eu já vou trabalhando na formulação de uma equipe de transição, que é importante haver esse entendimento com a equipe do governo para desde já irmos organizando como vamos trabalhar a partir de primeiro de janeiro.
Como a senhora pretende fazer na transição entre os governos?
Eu desejo, e não acredito que seja diferente, que haja respeitabilidade, que não se crie nenhuma dificuldade nem barreira porque nós temos que pensar no Rio Grande do Norte. Nós temos que pensar grande e eu preciso conhecer como estão atualmente as ações, a parte financeira do estado e assim podermos programar o trabalho que vamos realizar a partir de primeiro de janeiro. Será uma administração com muito planejamento. A minha forma de trabalhar com a gestão é muito clara. A população vai acompanhar onde está cada centavo, que é do povo, e como vai ser empregado, quais são as ações.
O que espera da relação Poder Executivo/Legislativo?
Nós vamos querer sempre a participação de todos. Eu estou convocando a todos e não somente dos que foram eleitos na Assembleia Leigislativa. Eu vou estar convocando a todos, independente de partido. A campanha passou e agora é hora de pensarmos somente no que é melhor para o Rio Grande do Norte e eu quero que a Assembleia Legislativa seja realmente uma parceira, fiscalizando, dando rumos e nos ajudando para que possamos realizar.
A senhora está há quatro anos como senadora e, como membro da bancada federal do Rio Grande do Norte, recebeu algumas críticas. O que esperar da bancada com seu governo?
Vou convocar a todos também e tenho certeza que todos vão cooperar como sempre fizeram.
A senhora tem alguma preocupação especial em relação ao atual governo?
Infelizmente as notícias que chegam são de que o governo está sem recursos e que tem muitos programas e obras paradas. Há uma reclamação de atraso de pagamento do programa do leite e eu espero que isso seja normalizado e que eu receba uma casa em ordem.
Qual a participação da governadora eleita do Rio Grande do Norte no segundo turno da campanha presidencial?
Vou apoiar José Serra porque ele é candidato do nosso partido e eu o considero o mais experiente para poder conduzir o país com as ações que já existem e que são boas e também para dar um salto de desenvolvimento para o futuro. E provar que o Brasil pode mais.
Ainda comemorando a vitória do último domingo que lhe renderá o posto de governadora do Rio Grande do Norte, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) já se mostra preocupada com a situação financeira e administrativa do Estado. Em entrevista ontem à TRIBUNA DO NORTE, no Aeroporto Augusto Severo, minutos antes de embarcar para Mossoró, onde comemoraria o resultado da eleição com os conterrâneos, Rosalba declarou ter informações de que o governo encontra-se carente de recursos e somando obras e programas paralisados. Além disso, enfatizou a democrata, há reclamações de fornecedores, como é o caso de muitos que atuam no Programa do Leite, de que há atraso no pagamento dos serviços. A governadora eleita foi categórica ao dizer que espera a normalização das atividades do Poder Executivo. “Mas se eu não receber a casa em ordem pode ficar certos de que toda dona de casa sabe arrumar a casa”, brincou.
A senadora Rosalba Ciarlini embarcou para Mossoró por volta das 17h30, menos de 24 horas após ter deixado as comemorações pela vitória no primeiro turno e que vararam a madrugada do domingo para a segunda-feira nas ruas da capital. A senadora deixou as ruas por volta das 4 horas da madrugada. Às 7h da manhã já estava dando entrevista para o jornal Bom Dia RN, da Intertv Cabugi. “Foi um dia corrido, mas valeu à pena”, ressaltou ela, ainda de camisa e batom Rosa, a cor de sua campanha.
Rosalba Ciarlini retorna ainda hoje à Natal e segue amanhã para a Alemanha, na cidade de Strasbourg, onde vive a filha mais velha. Ela vai visitar o neto de dois meses que ainda não conheceu. “Preciso descansar um pouco. Vou ver meu neto, mas logo estou de volta. Tem o segundo turno”, frisou. Rosalba não bradou aos quatro cantos, durante a campanha, a parceria com o tucano José Serra (PSDB) à presidência da República. “Eu nunca neguei que apoio Serra e o considero o mais experiente”, referenda.
Ela sinalizou que vai trabalhar para melhorar o desempenho da campanha do PSDB no Rio Grande do Norte. Mas disse que, independente de partido convocará toda a bancada na Assembleia Legislativa, Câmara e Senado “para somar no desenvolvimento do Estado”. “Vou convocar a todos. A bandeira agora é o Rio Grande do Norte. A campanha acabou”, concluiu a governadora eleita. Veja entrevista:
O que esperar do futuro governo do Rio Grande do Norte que a senhora conduzirá?
Eu vou trabalhar muito porque eu tenho meu compromisso com o Rio Grande do Norte de fazer acontecer. Vamos resgatar e reconstruir a credibilidade das ações públicas porque realmente a população está muito carente de saúde, educação e isso é fundamental. Nós não podemos continuar sendo semi-lanterninhas no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] da Educação. Isso é algo inaceitável. Nós vamos ter que fazer um esforço grande de união, de convocação de todas as forças políticas e da sociedade para que a gente faça um grande trabalho na educação. Além disso, a Segurança, que também é fundamental. Trabalhar para que o nosso estado possa se desenvolver também no interior através do pólo de desenvolvimento industrial, agropecuário, e do agronegócio. Eu estou com muita disposição, com muita vontade. Eu amo esse Estado e quero que ele seja grande. Não apenas no nome mas grande na cidadania, na justiça social, um norte para o desenvolvimento.
Qual a avaliação que a senhora faz do período de campanha eleitoral?
Foi uma campanha que marcou muito e de muita emoção porque era a força do povo se manifestando. Nós tivemos que enfrentar um governador, um ex-prefeito da capital, além dos outros candidatos de partidos menores, então isso fez com que fizéssemos uma campanha de propostas e ideias. Inclusive as provocações nós respondemos com propostas, as agressões com ideias, de forma que em nenhum momento nós saímos para o campo da baixaria. Do início ao fim ficamos discutindo as questões que atingem a população. O meu plano de governo eu fiz ouvindo o povo e vou continuar assim para que possamos a cada dia lapidá-la ainda melhor e fazer a vontade do povo.
O que a senhora está programando para o intervalo do tempo entre a sua vitória e quando for assumir o governo em janeiro próximo?
Em primeiro lugar vou descansar um pouco. Na quarta-feira (amanhã) eu já estou viajando para a Alemanha, para visitar minha filha e conhecer meu novo neto que nasceu no dia 2 de agosto e eu ainda não conheço. Depois retorno para o Estado, já que tem o segundo turno da campanha, e aí eu já vou trabalhando na formulação de uma equipe de transição, que é importante haver esse entendimento com a equipe do governo para desde já irmos organizando como vamos trabalhar a partir de primeiro de janeiro.
Como a senhora pretende fazer na transição entre os governos?
Eu desejo, e não acredito que seja diferente, que haja respeitabilidade, que não se crie nenhuma dificuldade nem barreira porque nós temos que pensar no Rio Grande do Norte. Nós temos que pensar grande e eu preciso conhecer como estão atualmente as ações, a parte financeira do estado e assim podermos programar o trabalho que vamos realizar a partir de primeiro de janeiro. Será uma administração com muito planejamento. A minha forma de trabalhar com a gestão é muito clara. A população vai acompanhar onde está cada centavo, que é do povo, e como vai ser empregado, quais são as ações.
O que espera da relação Poder Executivo/Legislativo?
Nós vamos querer sempre a participação de todos. Eu estou convocando a todos e não somente dos que foram eleitos na Assembleia Leigislativa. Eu vou estar convocando a todos, independente de partido. A campanha passou e agora é hora de pensarmos somente no que é melhor para o Rio Grande do Norte e eu quero que a Assembleia Legislativa seja realmente uma parceira, fiscalizando, dando rumos e nos ajudando para que possamos realizar.
A senhora está há quatro anos como senadora e, como membro da bancada federal do Rio Grande do Norte, recebeu algumas críticas. O que esperar da bancada com seu governo?
Vou convocar a todos também e tenho certeza que todos vão cooperar como sempre fizeram.
A senhora tem alguma preocupação especial em relação ao atual governo?
Infelizmente as notícias que chegam são de que o governo está sem recursos e que tem muitos programas e obras paradas. Há uma reclamação de atraso de pagamento do programa do leite e eu espero que isso seja normalizado e que eu receba uma casa em ordem.
Qual a participação da governadora eleita do Rio Grande do Norte no segundo turno da campanha presidencial?
Vou apoiar José Serra porque ele é candidato do nosso partido e eu o considero o mais experiente para poder conduzir o país com as ações que já existem e que são boas e também para dar um salto de desenvolvimento para o futuro. E provar que o Brasil pode mais.
Fonte: Tribuna do Norte
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