“El País – ESPANHA”
Estas eleições demonstraram que ninguém mais faz aqui o que bem entende, nem Lula. Por isso foi importante chegar ao segundo turno. Porque é positivo e democrático que o inegável prestígio popular de Lula não se traduza na possibilidade de impor uma norma homogênea. O eleitorado brasileiro tem sensibilidade para, quase instintivamente, distribuir mais o poder.”
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 79 anos, que ganhou as eleições em duas ocasiões no primeiro turno – de 1996 a 2003 – e permaneceu calado na última campanha de seu grupo – Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) -, nega que tenha diferenças com José Serra – “é meu amigo há 45 anos, nos falamos quase todos os dias” – e se mostra esperançoso com a possibilidade de conseguir atrair boa parte do voto que a candidata ecologista, Marina Silva, conseguiu no primeiro turno.
FHC recebe “El País” e o jornal argentino “La Nación” dois dias depois das eleições, em seu escritório na fundação que preside, e entra rapidamente no assunto.
“O Partido Verde não é uma instituição como acontece na Alemanha”, diz. “Aqui não tem uma estrutura que apóie Marina. Ela é o símbolo que atraiu um eleitorado muito diverso, não só ecologista, mas que também a apóia por motivos confessionais.”

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