sexta-feira, 15 de outubro de 2010

MANGA GANHA MERCADO AMERICANO

Ipanguaçu - O Vale do Açu é referência mundial na fruticultura, sendo o maior produtor de banana do mundo, com o Polo Irrigado do Baixo Açu. Outro setor que se destaca é a produção de manga, no município de Ipanguaçu, na região do Oeste Potiguar do Rio Grande do Norte, tem toda a sua produção de manga voltada para exportação, principalmente, para os Estados Unidos e a Europa.

Nesta semana, estudantes de Agronomia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) visitaram as instalações de uma das empresas exportadoras. Durante a aula de campo, os alunos da disciplina pós-colheita, ministrada pela professora Edna Arocha, observaram na prática o cumprimento das exigências impostas pelo mercado internacional no controle de qualidade das frutas.


Segundo a agrônoma da empresa visitada, Hérika Ferreira, a empresa cumpre rigorosamente a certificação Globalgap que leva em consideração questões relacionadas ao meio ambiente, saúde e o cumprimento das obrigações trabalhistas dos empregados. "São normas que referenciam as boas práticas agrícolas", enfatizou.


A Análise de Perigo de Pontos Críticos de Controle (APPCC) é outra exigência do mercado internacional que inclui o controle de pragas e doenças; danos mecânicos e fisiológicos; coloração dos frutos (interna e externa) e o brix (teor de açúcar) com variação entre 6,5 a 7,0 graus. Antes de ser embalada, a manga passa por um tratamento hidrotérmico, sendo lavada e ficando submersa numa solução de água, a uma temperatura de 46°C, durante 90 minutos. O tratamento é para assegurar a não-contaminação pela larva da mosca da fruta.
Para manter o controle de qualidade, a empresa utiliza ainda um sistema de rastreabilidade na produção da manga nas áreas de produção, possibilitando o levantamento de todas as informações sobre os frutos. O peck house da empresa é composto pelos setores de recepção, beneficiamento e classificação, tratamento hidrotérmico, área de embalagem e câmaras frias. O transporte é feito em contêineres refrigerados.

Atualmente, só a visitada mantém 600 hectares com plantação de manga nas variedades Tommy, Haden, Kate, Kent e Palmer, com uma produção de 22 toneladas por hectares. A manga produzida em Ipanguaçu, da colheita até o consumidor final, leva tempo aproximado entre 20 a 25 dias. Quanto ao preço, custa para os americanos e europeus entre 6,5 a 7 dólares, a caixa com cinco unidades.

Assessoria de Comunicação da UFERSA

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