quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Nações mais pobres são esperança para crise, diz relatório

Estudo que será apresentado na cúpula do G20 diz que reformas simples eliminariam parte do risco de investir nos países pobres.

Reformas simples eliminariam grande parte do risco de investir nos países pobres, liberando bilhões de dólares de dinheiro contido e fornecendo um impulso bem-vindo para a economia mundial, segundo um relatório que será apresentado na cúpula do G20 esta semana.

Tidjane Thiam, organizador do relatório, acredita que líderes mundiais aprovarão um plano para impulsionar o investimento em infraestrutura em países em desenvolvimento que inclui a reforma do Banco Mundial e seus pares regionais, mas não atinge os contribuintes.
"Precisamos de crescimento. Não vamos sair dessa apenas com a redução dos déficits", disse à Reuters antes de ir para a cúpula em Cannes.
"Em um momento era importante convencer todos de que precisávamos cortar déficits, e chegamos lá, mas agora todo mundo está pensando 'qual é a mensagem positiva disso e como é que vamos tirar as pessoas dessa situação pensando apenas em cortes e cortes?'"
Thiam afirmou que o Painel para o Investimento em Infraestrutura do G20, que ele preside, tem pelo menos parte da resposta.
As nações ricas podem não estar gerando muitas novas riquezas no momento, mas possuem trilhões de dólares de riqueza acumulada, estão ganhando poucos retornos e não estão fazendo muita coisa para promover uma recuperação econômica global.
"Não há rendimento neste mundo, nenhum rendimento em qualquer lugar, e não vai haver por um bom tempo", disse Thiam, em uma entrevista em seu escritório em Londres na semana passada.
Gastos em infraestrutura nos países mais pobres, no entanto, historicamente geram retornos. Eles também ajudam a liberar potencial de crescimento, aumentando ainda mais a rentabilidade e criando um ciclo virtuoso de investimentos.
Remover grande parte do elemento de risco é parte da receita para um relacionamento altamente rentável, mutuamente benéfico entre as economias mais e menos desenvolvidas do mundo, acreditam Thiam e seus colegas do painel.
O painel deve publicar seu relatório na cúpula do G20 esta semana.

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