terça-feira, 12 de outubro de 2010

Hoje é o bicentenário de Nísia Floresta

Abolicionista, escritora, nacionalista e precursora dos ideais feministas no Brasil, Dionísia Gonçalves Pinto, imortalizada como Nísia Floresta, completa hoje, 12 de outubro, 200 anos de seu nascimento. O município que leva seu nome celebrou a data ontem com intensa programação, encerrando hoje com banda de música tocando no centro da cidade, pela manhã. Nesta semana também se encerra  a exposição relativa à vida de Nísia, na Escola Municipal Iaiá Paiva. O mausoléu foi construído próximo do seu local de nascimento. 

Vida

Nísia é considerada uma das maiores mentes femininas do século XIX, tendo deixado, além de obra literária de valor, um legado de luta pela valorização do papel da mulher na sociedade. A história de vida da intelectual potiguar foi atribulada. Casou-se aos 13 anos em 1823, separando-se alguns meses depois. Estreou nas letras em 1831,no jornal “Espelho das Brasileiras”, escrevendo sobre a condição feminina em diversas culturas. No ano seguinte lança o primeiro livro, “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, ocasião em que adota o nome Nísia Floresta Brasileira Augusta.

O segundo marido morre em 1833, em Porto Alegre, deixando com dois filhos. Muda-se para o Rio de Janeiro, abre o Colégio Augusto, e lança “Conselhos à minha filha”, seu livro mais editado e traduzido. Nísia faleceu em Rouen, na França, aos 75 anos, a 24 de abril de 1885, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours. Em agosto de 1954, quase 70 anos depois, seus despojos foram transladados pra o Rio Grande do Norte . 

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